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Meus avós Ernesto e Aida tinham uma chácara em Poá, município próximo a São Paulo e quase todos os finais de semana meu irmão e eu íamos para lá com eles.
Aquele lugar deixou grandes lembranças em todos nós. Ao redor da casa meu avô plantou muitas árvores frutíferas e adorávamos pegar "frutas no pé".
Uma escola rural pequena e só com uma sala de aula fazia divisa com o terreno deles e de cima de uma das árvores podíamos assistir às aulas e incomodar os alunos.
Meu avô era muito habilidoso e nos fez uma "engenhoca" telefônica para que pudéssemos nos comunicar de cima de nossas árvores preferidas. Consistia em duas latas de massa de tomate amarradas por uma extensão de barbante no fundo e que funcionava!
As pescarias em um rio próximo também são lembradas com carinho, todas supervisionadas pelo super avô, claro.
Como vizinhas tinham duas italianas engraçadas que moravam em um casarão antigo no alto do terreno, ladeado por árvores e flores, era lindo. Bricávamos no porão da casa com um sobrinha que morava com elas e quase sempre éramos repreendidos pois misturávamos as rações das galinhas brincando de vendeiros.
Havia também a "Dna. Ana" uma viúva que morava em um sítio mais adiante na estrada e figura constante dos carteados noitadas adentro com meus avós. O problema é que depois, tarde da noite íamos acompanhá-la até sua casa, pois sozinhos não ficávamos de jeito nenhum. É que durante à noite ela contava "causos escabrosos" para nos amedrontar.
Durante o caminho na escuridão ou na lua cheia, o mato brilhava em volta da estrada e nossa imaginação fazia o resto. Corríamos a grudar nas mãos dos avós e não soltávamos por nada e todos eles divertiam-se muito com isso, menos nós, dois apavorados.
Lembro-me que íamos de trem até Poá, saíamos da estação do Brás com a "Maria Fumaça", a locomotiva da época movida a carvão. Quando chegávamos à estação nossa avó Aida comprava duas revistinhas em quadrinhos, "Bolinha" para meu irmão e "Lili" para mim, depois corríamos para o vagão para pegar lugar na janela. Quando o trem partia lá estavam duas cabecinhas para fora a receber ciscos de carvão nos olhos e bigodes de fuligem , era muito divertido.
Bons tempos, boas lembranças!
Aquele lugar deixou grandes lembranças em todos nós. Ao redor da casa meu avô plantou muitas árvores frutíferas e adorávamos pegar "frutas no pé".
Uma escola rural pequena e só com uma sala de aula fazia divisa com o terreno deles e de cima de uma das árvores podíamos assistir às aulas e incomodar os alunos.
Meu avô era muito habilidoso e nos fez uma "engenhoca" telefônica para que pudéssemos nos comunicar de cima de nossas árvores preferidas. Consistia em duas latas de massa de tomate amarradas por uma extensão de barbante no fundo e que funcionava!
As pescarias em um rio próximo também são lembradas com carinho, todas supervisionadas pelo super avô, claro.
Como vizinhas tinham duas italianas engraçadas que moravam em um casarão antigo no alto do terreno, ladeado por árvores e flores, era lindo. Bricávamos no porão da casa com um sobrinha que morava com elas e quase sempre éramos repreendidos pois misturávamos as rações das galinhas brincando de vendeiros.
Havia também a "Dna. Ana" uma viúva que morava em um sítio mais adiante na estrada e figura constante dos carteados noitadas adentro com meus avós. O problema é que depois, tarde da noite íamos acompanhá-la até sua casa, pois sozinhos não ficávamos de jeito nenhum. É que durante à noite ela contava "causos escabrosos" para nos amedrontar.
Durante o caminho na escuridão ou na lua cheia, o mato brilhava em volta da estrada e nossa imaginação fazia o resto. Corríamos a grudar nas mãos dos avós e não soltávamos por nada e todos eles divertiam-se muito com isso, menos nós, dois apavorados.
Lembro-me que íamos de trem até Poá, saíamos da estação do Brás com a "Maria Fumaça", a locomotiva da época movida a carvão. Quando chegávamos à estação nossa avó Aida comprava duas revistinhas em quadrinhos, "Bolinha" para meu irmão e "Lili" para mim, depois corríamos para o vagão para pegar lugar na janela. Quando o trem partia lá estavam duas cabecinhas para fora a receber ciscos de carvão nos olhos e bigodes de fuligem , era muito divertido.
Bons tempos, boas lembranças!